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ACESSIBILIDADE DIGITAL GERA INCLUSÃO

Ao implementar novas soluções tecnológicas e medidas simples para aumentar a acessibilidade, é possível diminuir barreiras para milhões de potenciais clientes

 

As transformações amplas trazidas pela evolução digital dos últimos anos também estão acontecendo no universo da acessibilidade para pessoas com deficiência (PcD). Desenvolvedores trabalham em programas para tornar a internet mais acessível para cegos e surdos. 

Empresas como o Google e a Amazon lançam mão de tecnologias como inteligência artificial e machine learning (aprendizado de máquina) para desenvolver ferramentas de audiodescrição de imagens e objetos. Os assistentes virtuais, comandados por voz, estão entre as principais apostas das gigantes da tecnologia para os consumidores em geral, mas também multiplicam as possibilidades assistivas.

Mesmo com tudo isso acontecendo, a maioria das empresas no Brasil ainda não está pronta para proporcionar a plena acessibilidade digital a seus funcionários e clientes e sequer possui site ou conteúdos adaptados para pessoas com deficiências sensoriais ou intelectuais. 

Ao deixar de implementar medidas simples, esses negócios criam barreiras e ignoram uma população que, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), passa de 45 milhões de pessoas – ou de pelo menos 13 milhões, consideradas apenas as deficiências visual, auditiva e física.

CONSUMIDORES E ACESSIBILIDADE DIGITAL

Desde o início de 2016, está em vigor a Lei 13.146/2015, conhecida como Lei Brasileira de Inclusão. A norma sancionou como obrigatório o acesso à internet para todos no país. O artigo 63 determina que todos os sites de empresas atuantes no Brasil precisam estar acessíveis para pessoas com deficiência.

“Empresas se esquecem de que a pessoa com deficiência também consome”, alerta Rodolfo Sonnewend, CEO da empresa Design Universal e presidente do Instituto Humanus – ONG especializada em soluções para acessibilidade e inclusão. “A única ‘ajuda’ que o empresariado tem de dar à pessoa com deficiência é integrá-la como um consumidor qualquer”, defende Sonnewend. 

Para ele, a perspectiva de retornos financeiros trazidos pela atenção dos negócios às pessoas com deficiência é o melhor caminho para motivar os empresários. “Se passo a oferecer um site assistivo, naturalmente estarei integrando as pessoas com deficiência e, com isso, conquistando mais consumidores”, garante. 

Menos de 1% dos sites no Brasil são acessíveis para pessoas com deficiência severa, de acordo com uma pesquisa promovida pelo movimento Web para Todos (WPT) em parceria com a BigDataCorp e o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR. 

“O público das pessoas com deficiência ainda não é assistido no meio digital. Mas, enquanto vemos empresas fazendo de tudo para 'roubar' uma fatia do mercado umas das outras, temos um público potencial de milhões de brasileiras e brasileiros que não estão tendo acesso a esses negócios”, analisa Simone Freire – idealizadora do WPT e fundadora da Espiral Interativa, agência especializada em causas sociais.

Maya e Hugo, tradutores virtuais da Hand Talk, levam acessibilidade digital para pessoas surdas. Aplicativo pode ser baixado em celulares ou implantados em sites

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INICIATIVAS EM UM MAR DE OPORTUNIDADES

A startup Hand Talk foi responsável pelo desenvolvimento de simpáticos assistentes virtuais que funcionam como tradutores de textos e áudios para a Língua Brasileira de Sinais. Depois de criar o aplicativo – que já foi baixado por mais de três milhões de pessoas –, a Hand Talk desenvolveu também um plug-in para tornar sites acessíveis.

Outra ferramenta disponível é a tecnologia Audima, que transforma conteúdo em áudio e já está presente em cerca de 4 mil domínios na internet. A ferramenta é de fácil instalação e tem opções gratuitas e pagas. Uma vez que é instalada, todos os artigos passados e os futuros terão uma versão em áudio. O plug-in ainda oferece diferentes opções de vozes e velocidade da narração.

Já o Watool é um plug-in para WordPress que coloca o seu site dentro dos padrões de acessibilidade de maneira personalizada. Ele funciona como uma barra de rolagem, que fica do lado direito da página. Assim, o usuário pode escolher o tamanho da fonte, o nível do contraste, a iluminação, a mudança no espaçamento de palavras, dentre outras melhorias, o que torna o conteúdo acessível para pessoas com deficiências distintas ou que necessitem de diferentes tecnologias assistivas ao mesmo tempo.

COMO MELHORAR A ACESSIBILIDADE DIGITAL DO SEU NEGÓCIO

✓ Faça um diagnóstico

Ao reformular um site, a empresa deve solicitar um diagnóstico de acessibilidade feito por validadores como o movimento Web para Todos (mwpt.com.br).

 

✓ Adapte o conteúdo

Medidas simples, como a descrição de imagens, a inclusão de legendas automáticas em vídeos e a transcrição de podcasts podem ser facilmente adotadas. Para quem vai criar o conteúdo, há diversas fontes de informação e oficinas que ensinam a descrever fotos e produzir textos simplificados para pessoas com deficiências intelectuais. 

 

✓ Solicite adaptações 

Existem protocolos e manuais de práticas de acessibilidade que podem ser usados por quem vai desenvolver ou modificar um site. Alterações muitas vezes simples de código podem viabilizar o uso de softwares de leitura de tela, acesso guiado e navegação por teclado, por exemplo. A programação visual deve levar em conta questões como o contraste de cores. 

 

✓ Use novas ferramentas

Funcionalidades, como os avatares de Libras, podem ser facilmente incluídas na programação das páginas web pelos desenvolvedores. Dentre as opções, estão o Hand Talk (handtalk.me) e o VLibras (vlibras.gov.br), que é público e tem código aberto. 

 

✓ Vá por etapas

Sites maiores, com e-commerce já em funcionamento, tendem a exigir um trabalho de adaptação mais complexo. Nesse caso, é possível começar a mudança por partes — por exemplo, a partir da seção institucional (“quem somos”) e do carrinho de compras. 

 

Fonte: Simone Freire, idealizadora do movimento Web para Todos

 

DICAS PARA TORNAR O CONTEÚDO ACESSÍVEL

Com adaptações simples na maneira de disponibilizar o conteúdo, é possível facilitar a comunicação com as pessoas com deficiência.

 

Prefira escrever na ordem direta: isso auxilia a interpretação dos avatares de Libras e, principalmente, a compreensão por parte de pessoas com dislexia e com baixo letramento;

 

Evite figuras de linguagem, como “passei a tarde presa no trânsito”. Pessoas surdas alfabetizadas em Libras podem ter dificuldade com elas e pessoas com autismo podem ser afligidas;

 

Se tiver hiperlinks, insira-os na frase que melhor o define e não em trechos curtos como “clique aqui” ou “saiba mais”;

 

Descreva as imagens informativas: isso é essencial para a navegação de pessoas cegas. Descreva sempre mapas, fotos, tabelas, ilustrações, gifs e outros conteúdos visuais. Use também as hashtags inclusivas como #PraTodosVerem antes da descrição nas redes sociais – elas reforçam um movimento nacional importante e promovem uma comunicação mais inclusiva;

 

Na produção de um conteúdo em vídeo, lembre-se de inserir legendas, Libras e audiodescrição (essencial para que a pessoa cega tenha acesso ao conteúdo que não é falado no vídeo). 

 

Fontes: Blog Resultados Digitais e movimento Web para Todos

 

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