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O apoio da família nos negócios

Chef conta história do seu empreendimento, destacando importância do apoio da família nos negócios, principalmente do marido na divisão das tarefas domésticas

 

Você já se perguntou qual é a importância da família nos negócios? A Aline, nossa empreendedora em destaque, que atua em eventos, recepções e coquetéis com sua culinária autoral, responde!

“Eu nasci em Feira de Santana, na Bahia, e moro em São Paulo desde o meu primeiro ano de vida. Sou chef de cozinha e, antes de criar a Chermoula Cultura Culinária, trabalhava em restaurantes com uma rotina bem puxada, de 12, 14 horas ou mais. E no final do dia ainda dava aulas de gastronomia em uma faculdade. Conheci o Luiz Felipe, meu marido, em 2010, em um bar em que eu era sous chef e ele, de vez em quando, fazia uns ‘bicos’ como garçom. A gente começou se ‘paquerando’ e estamos aí, juntos há dez anos”, conta.

“Nós nos casamos há seis anos e logo depois nasceu o Pedro, em 2015, e a Maria Luiza, em 2017. Com a chegada da maternidade, não me adaptava mais no mercado e, como já fazia eventos como fonte de renda extra, passei a pensar nisso como um trabalho mais sério, como um empreendimento. Percebi que era um segmento de mercado com que eu me identificava, e os clientes também valorizavam meu estilo de cozinha, que já naquela época tinha uma influência africana – uma gastronomia com bastante cultura, com conteúdo. E eu comecei a desenhar a cara da Chermoula Cultura Culinária a partir daí. O negócio começou a ganhar corpo a partir da minha primeira gestação, e desde então meu marido sempre esteve muito próximo, incentivando e apoiando”.

 


Aline ao lado dos flhos e do marido, Luiz Felipe: apoio em casa para crescer nos negócios.

 

A chef conta que na época, o marido demonstrou ser fundamental para o negócio: “Na época, eu não dirigia, só ele. Então, ele me ajudava em tudo relacionado aos eventos: das compras ao preparo, a gente fazia o trabalho todo em conjunto. A linha de produtos com geleias artesanais, doces de compotas, bolos caseiros e azeites aromatizados surgiu desde o começo. Eu já tinha a visão de que isso poderia sustentar o faturamento em determinados momentos. Meu marido foi quem mais apoiou essa ideia, já que entende essa questão de uma forma mais sistêmica, dentro de uma cadeia.”

Ela valorizou o apoio familiar e o trabalho do parceiro de vida, que traz muitas ideias, faz avaliação das coisas que estão acontecendo, dos produtos que foram lançados. 

A Chermoula atende mais clientes “pessoa jurídica”, organizando almoços corporativos, coffee breaks, cafés da manhã, coquetéis... Então, em um mês bom (tirando dezembro, que é um mês fora do normal) Aline consegue fazer de seis a oito eventos. O grande diferencial do seu negócio é trabalhar com culinária diaspórica da África para a América a partir de temperos, especiarias e ingredientes marcantes. 

 


Aline Chermoula, proprietária da Chermoula Cultura Culinária.

 

 

 

O QUE É DIASPÓRICA?

O termo diáspora tem a ver com dispersão e deslocamento. A diáspora africana é o nome dado a um fenômeno caracterizado pela migração forçada de africanos durante o tráfico transatlântico de escravizados. Com essa dispersão, os africanos trouxeram consigo seus modos de vida, suas culturas, práticas religiosas e línguas.

(Fonte: Fundação Cultural Palmares)

 

O carro-chefe do negócio é o jambalaya, um prato típico de New Orleans, na região da Louisiana, nos Estados Unidos. É um prato de misturas, tem influência espanhola – é parecido com uma paella –, mas também francesa e africana. 

“Desde o início da quarentena, não tendo como fazer eventos presenciais, passei a trabalhar com clientes “pessoa física”, o que diminuiu meu faturamento. Estou investindo em preparos especiais para datas comemorativas e também em marmitas congeladas, com kits semanais. Antes da pandemia, as tarefas eram mais bem divididas na nossa rotina, porque a gente já estava habituado a tudo aquilo. Depois, no contexto de distanciamento social, ficou mais complexo para todo mundo: para as crianças, sem poder sair de casa; para o Luiz Felipe, que é professor e tem suas atividades on-line − aulas, reuniões, correções de trabalhos etc. E eu cozinho e cuido de toda a parte administrativa da Chermoula”, relatou a chef.

Perguntamos ainda como ela tem lidado com os desafios do momento e os próximos passos para o seu negócio: “ao longo desse período, estamos tentando encontrar saídas. Às vezes, a gente acerta, às vezes erra. Mas o Luiz Felipe sempre está disposto a ajudar, dividindo as responsabilidades no cuidado com a casa e com as crianças. Trabalhar em casa é desafiador por vários motivos, mas principalmente por ser um ambiente coletivo da família. Montamos uma agenda, assim, os dois conseguem fazer suas tarefas de trabalho e de casa sem sobrecarregar tanto as minhas funções”.

Ela também fez questão de falar sobre a divisão das tarefas do lar com o marido e de como o apoio da família nos negócios e em casa faz toda a diferença: “meu esposo cuida das roupas e limpa o chão da casa pela manhã. Essa divisão é essencial para eu conseguir trabalhar. Ser mulher na sociedade atual não é algo fácil. Ser mãe também não é fácil. Muitas de nós encontramos no ato de empreender uma forma de conciliar a maternidade e a emancipação. Temos condições de ter uma fonte de renda que contribui em casa, e isso nos dá liberdade de fazer escolhas que são cruciais para encarar a maternidade da forma como cada uma de nós deseja. Ter um marido que apoia facilita todo o processo. Se ele não apoiar e colocar empecilhos para o funcionamento do negócio será um obstáculo muito grande para quem quer empreender. É fundamental ter um marido que entenda qual é o seu espaço, seu papel em meio a tudo isso, e possibilite que a companheira siga com seus sonhos e sua carreira”, finalizou.

Aline atua em eventos, recepções e coquetéis com sua culinária autoral.

 

Saiba mais em: bit.ly/AlineChermoula

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