Além de alcançar o consumidor final, a produção artesanal é uma oportunidade para atender ao food service com opções prontas

Melhorar a alimentação, reduzir o impacto ambiental, diminuir o consumo de produtos de origem animal ou simplesmente experimentar novos sabores. As motivações são variadas, mas o movimento é claro – produtos de origem vegetal estão em alta.
Um levantamento publicado pela Foodtest em maio de 2025 apontou que 26% dos brasileiros consomem carnes vegetais pelo menos uma vez por mês. Isso mostra que o hábito já faz parte da rotina de uma parcela significativa da população.
As motivações são variadas, mas o movimento é claro – produtos de origem vegetal estão em alta.
POR QUE APOSTAR NA PRODUÇÃO ARTESANAL?
Grão-de-bico, lentilha, feijões, soja, cogumelos – tudo vira base para produtos que reproduzem o sabor, a textura e até a aparência da carne tradicional, mas com um apelo mais saudável e sustentável. Ingredientes frescos e sem ultraprocessamento agregam valor e atraem consumidores que prezam qualidade e saúde.
Para quem empreende, o momento é uma oportunidade. A produção artesanal oferece vantagens que a indústria não consegue acompanhar, como receitas exclusivas e sabores regionais.
Essa flexibilidade permite testar e adaptar combinações e oferecer produtos com identidade e propósito. O diferencial está justamente na capacidade de criar itens exclusivos.
CARDÁPIO DE POSSIBILIDADES
Além do hambúrguer, há uma variedade de opções que podem ser produzidas artesanalmente: almôndegas, linguiças, tiras para strogonoff, empanados, carne desfiada, quibes e carne moída, por exemplo.
Uma das vantagens de produzir carnes vegetais é que elas se adaptam a diferentes modelos de negócio e, por isso, é possível atender a diferentes demandas. Além do consumidor final, outros estabelecimentos podem se interessar pelos produtos.
Isso porque há restaurantes, bares, lanchonetes, cafés e cozinhas industriais que buscam soluções para incluir opções vegetais no cardápio sem precisar desenvolver receitas internamente.

Alguns formatos procurados pelo food service incluem:
Hambúrgueres prontos;
Almôndegas, empanados e linguiças;
Bases temperadas para molhos e recheios;
Tiras para pratos quentes e PFs;
Recheios para salgados e tortas;
“Kits de preparo” para cozinhas industriais.
Selos que agregam valor
Obter certificações pode ser um diferencial competitivo importante para quem produz carnes vegetais.
A Certificação Orgânica valida o uso de ingredientes sem agrotóxicos e transgênicos, enquanto o Selo Vegano garante que nenhum ingrediente de origem animal foi usado no processo.
Já a Certificação de Boas Práticas de Fabricação (BPF) atesta procedimentos adequados de higiene e produção e o selo ARTE, que também se aplica a produtos de origem vegetal e reforça a autenticidade, a qualidade e a tradição dessas mercadorias.
ESTRUTURANDO UM NEGÓCIO DE CARNES VEGETAIS
Assim como qualquer negócio, o sucesso na produção de carnes vegetais artesanais precisa de planejamento, qualidade e conexão com o público.
Confira algumas dicas essenciais para atuar na área:
Desenvolva receitas exclusivas para criar identidade e se diferenciar no mercado.
Teste sabores e texturas com frequência e ajuste conforme o retorno dos clientes.
Escolha fornecedores confiáveis para garantir consistência e qualidade.
Invista em embalagens atrativas, destacando os benefícios do consumo.
Comunique os valores da marca; clientes valorizam transparência e propósito.
Mostre os processos de produção nas redes sociais, isso gera conexão.
Mantenha controle rigoroso, equilibrando qualidade e viabilidade financeira.
Busque certificações e selos para agregar ainda mais credibilidade ao produto.
Dica
Comece pelas certificações sanitárias obrigatórias e avance gradualmente para selos que agreguem valor à sua marca e ao seu posicionamento.







