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Cadeia de valor

Optar por uma gestão sustentável é o primeiro passo para tornar uma empresa mais eficiente e diminuir os impactos das atividades que desenvolve. Mas este processo não se dá somente no âmago do negócio: ele precisa extrapolar os muros da organização. É como o velho ditado que diz que “uma andorinha só não faz verão” - para se propagar, uma ideia precisa ser coletiva, precisa “contagiar” aqueles ao seu redor.

Isso quer dizer que, além do constante desafio de criar estruturas mais sustentáveis, as empresas têm o dever de passar esta prática adiante. Uma cadeia produtiva de valor é aquela que envolve colaboradores, fornecedores e consumidores, e estimula estas práticas em cada elo do consumo e da produção. Os fornecedores, em especial, ocupam um papel fundamental neste processo, tendo em vista que representam a base da produção.

“Estamos todos interligados e somos interdependentes, por isso o esforço tem que ser coletivo. Apenas o esforço de uma empresa não trará o resultado que precisamos para nossa sociedade. Nosso processo civilizatório tem sido muito destrutivo e chegou a hora de todos participarem deste novo modelo de sociedade. É um caminho sem volta”, afirma a sócia-diretora da FCM Consultoria em Sustentabilidade, Flávia Moraes.

Em uma visão clássica de mercado, um fornecedor é avaliado pela qualidade e pelo preço baixo. Com a visão da sustentabilidade, no entanto, deve-se levar em conta também questões sociais e ambientais, que podem resultar tanto em riscos quanto em oportunidades para o negócio, afirma a consultora parceria da Report Sustentabilidade, Cristina Fedato.

“As empresas estão cada vez mais cientes de que ninguém é sustentável sozinho. Não é possível tornar sua atividade sustentável se não olhar para os impactos provocados pela cadeira de produção. Quem investe em sustentabilidade começa a perceber que a cadeia produtiva é um stakeholder [público estratégico] crítico”, diz Cristina. “Quando alguém compra de uma empresa, está dando o seu aval para o que ela está fazendo. Por isso, é preciso olhar para o fornecedor, não apenas para o produto, mas também para as práticas de gestão. Muitas empresas grande já foram penalizadas pelo consumidor e pela sociedade por erros cometidos por seus fornecedores, pois são vistos como corresponsáveis”.

Trata-se de um posicionamento estratégico. Hoje, o consumidor é menos tolerante com aspectos que destoam dos valores pregados por uma empresa. “As organizações não podem desprezar o fato de que elas são uma rede de relações interligadas e interdependentes”, afirma Flávia. Segundo ele, ignorar isso pode causar grandes prejuízos representacionais e financeiros para as empresas, manchando sua imagem no mercado.

O papel do varejo

De acordo com Flávia, as empresas possuem uma força de indução para comportamentos sustentáveis e devem usar este potencial para ampliar as atuações responsáveis de seus fornecedores. Mas o varejo, em especial, possui uma importância ainda mais significativa - isso porque são estas empresas que criam um elo entre a indústria e o consumidor. “As empresas de varejo podem participar de uma forma muito ativa e assumir um papel protagonista no estímulo de produtos 'verdes' ou sustentáveis, educando o consumidor e o seu público interno”, destaca a consultora.

De acordo com a gerente de marketing e sustentabilidade do Assaí, Marly Yamamoto Lopes, o varejo precisa encontrar pontos de sinergia entre o trabalho desenvolvido por seus fornecedores e seus objetivos estratégicos em sustentabilidade, de maneira a viabilizar ações inovadoras e que venham a agregar valor aos produtos e ao negócio. “Um bom exemplo disso é quando se trabalha no ecodesign de embalagens, que pode trazer otimizações de frete dos produtos ou mesmo aumentar a reciclabilidade destes itens, diminuindo a quantidade de resíduos que iria para o aterro”, exemplifica.

O principal fator para que estas ações tenham resultados positivos é buscar a sustentabilidade de forma efetiva. Não basta se preocupar com a imagem da empresa, deve haver um interesse real na otimização de processos. “Muitas ações e projetos sustentáveis estão atrelados a questão de eficiência na produção, ou seja, normalmente proporcionam uma redução no uso de recursos naturais, minimização de resíduos, redução nas emissões e até a conscientização dos colaboradores envolvidos no processo. São questões que repercutem muito além da imagem da empresa”, diz Marly.

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