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Como se adaptar ao potencial consumidor do público da terceira idade

Com cada vez maior poder aquisitivo, a terceira idade abocanha fatias generosas do mercado de consumo. Para se ter uma ideia, o Brasil já registra 24,8 milhões de pessoas acima de 60 anos, segundo o IBGE, número que deve ultrapassar os 30 milhões em 2025. Em posse desses dados, o varejo busca se aproximar mais desse público. “Os comerciantes e os empresários começam a perceber que o segmento está crescendo, visualizam lucro e criam estratégias diferenciadas”, relata o administrador Benjamin Rosenthal, especialista em psicologia e marketing e sócio-fundador da empresa de pesquisas Gagarin, especializada em demandas do público acima de 50 anos desde 2012.
Ao lado do economista Rony Ribeiro, ele coordena estudos qualitativos em diversas áreas varejistas, da farmacêutica à construção civil, com foco em consultoria e apontamento de soluções. “Nosso lema é reforçar a igualdade, e não a diferença do idoso em relação aos outros públicos”, frisa. A Revista Assaí Bons Negócios conversou com ele para entender melhor o mercado da maturidade, veja algumas dicas:

  • Não generalize. O público de 60 anos não é idêntico ao de 75 e também não é possível misturar os hábitos dos moradores de grandes centros com os de alguém que sempre viveu no interior, por exemplo.
  • A população das classes A e B das cidades de grande e médio portes tem maior potencial de consumo, pois adquiriu hábitos digitais, de lazer e turismo, preocupa-se em ter alimentação balanceada e de qualidade, dedica tempo a práticas esportivas e utiliza cosméticos e produtos farmacêuticos, mas ainda são uma minoria. Porém, cada vez mais gente está poupando.
  • Setores de lazer, cultura e saúde podem lucrar muito com a terceira idade, como as academias.
  • Os idosos querem os mesmos espaços dos outros, o mundo que se adapte a eles, por isso valorize a arquitetura, com amplo espaço de circulação, piso antiderrapante, rampas de acesso e escadas bem-planejadas, com corrimões e degraus cujo nível de elevação não seja muito alto.
  • O atendimento precisa ser mais pessoal, já que, por valorizar o relacionamento humano, o idoso costuma conhecer os atendentes pelo nome. É uma questão de experiência: se ele não se sentiu bem lá, não volta.

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