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Pessoas, o maior tesouro

Cuidar dos talentos da sua empresa é o melhor investimento que o empresário pode fazer

“O capital mais importante de qualquer empresa são as pessoas que nela trabalham”. Assim define Lidiane Bertê, diretora da Intelectus, consultoria em Gestão Estratégica de Pessoas. A especialista fala – em entrevista exclusiva à revista Assaí Bons Negócios – sobre a força motriz das empresas e dá dicas de como reter os melhores talentos dentro de uma companhia, seja ela de pequeno ou grande porte.

Assaí Bons Negócios - O Brasil vem apresentando níveis de desemprego baixos nos últimos anos. Como isso afeta o mercado de trabalho e a rotatividade das empresas?

Lidiane Bertê - A taxa de desocupação se manteve em 5,2% no último ano, segundo dados do IBGE, e, em dezembro de 2013, chegamos ao menor índice já vivenciado na história do nosso país.  Atualmente, o mercado de trabalho carece de mão de obra e faltam profissionais com a qualificação e experiência necessária. Em virtude dessa insuficiência, as empresas são obrigadas a acelerar o processo de desenvolvimento e promoções dos seus colaboradores para dar conta das vagas geradas por conta do crescimento organizacional e do aumento dos índices de turnover. Na mesma medida em que diminuiu a taxa de desocupação, o índice de rotatividade aumenta, fruto da abundância de oportunidades de trabalho oferecidas pelo mercado.

ABN – Atualmente, há mais dificuldades em encontrar pessoas para funções que exijam menos qualificação, ofereçam salários mais baixos e horário menos flexível. Isso faz com que a rotatividade seja alta nesses setores. A que se deve isso?

LB - No contexto atual, existem vários fatores que contribuem para o apagão de profissionais para a área de serviços. Entre eles, o fácil acesso a cursos, graduações e formações técnicas, que elevaram a qualificação dos candidatos. Além disso, o aumento da oferta de empregos – decorrente do crescimento do país – gerou uma carência de profissionais, pois criamos mais oportunidades de trabalho do que colocamos novos profissionais no mercado. O mercado de trabalho também é regido pela lei da oferta e da procura e, com a abundância de vagas e escassez de profissionais, os profissionais estão podendo escolher onde vão trabalhar. Além disso, a área de serviços está se tornando mais complexa e desafiadora. Atender e, ao mesmo tempo, satisfazer o público é muito complexo, pois os padrões que norteavam atendimento e satisfação já não são os mesmos. Esse é outro elemento que tem contribuído para que as pessoas se afastem de vagas que exijam atendimento ao público.

ABN - Qual seria a alternativa para minimizar essa rotatividade nas pequenas empresas?

LB - Basta que ela trabalhe na “lógica da meritocracia”. Isso implica em conseguir trabalhar a partir de indicadores, mensurar resultados, assim como reconhecer e valorizar de acordo com os resultados entregues. As empresas menores normalmente possibilitam relações mais próximas: as personalidades aparecem de forma mais intensa, o que é um fator positivo, pois aproxima as pessoas. Mas as decisões e promoções não devem ser tomadas a partir das relações pessoais. Devem ser tomadas a partir dos resultados que cada pessoa produz.

ABN – Além da meritocracia, que outras estratégias podem ser utilizadas durante o cotidiano para fixar um quadro estável de funcionários?

LB - Ser competitivo, em termos de salário, faz-se necessário no momento atual, mas – para reter uma boa equipe – é fundamental preservar um bom clima de trabalho, pois as pessoas não irão trabalhar em empresas nas quais não se sintam bem. Promover um bom clima de trabalho exige gestores com elevada capacidade de liderança e motivação, com grande habilidade de relacionamento interpessoal, pois comportamentos autoritários, impositivos e arrogantes não são mais aceitos e tolerados nos dias atuais. Para tornar a remuneração mais atrativa, é importante oferecer um bom pacote de benefícios, pois eles são vistos como um significativo diferencial nos cargos mais operacionais. Garantir certa estabilidade, em um momento de tantas incertezas, também é importante. Dar a possibilidade de desenvolvimento e crescimento dentro da empresa é outro forte elemento de retenção de profissionais. Os jovens talentos, em especial, buscam um espaço em que possam se desenvolver, em que possam utilizar as suas potencialidades e desenvolver as habilidades que podem ser aprimoradas.

ABN - Que ações simples podem fazer a diferença e servir de primeiro passo para uma boa gestão de pessoas?

LB - Para fazer gestão de pessoas é fundamental conhecer e estar perto das pessoas e da organização. Só assim é possível criar processos, programas e ações personalizadas e efetivas. O diálogo é o principal recurso para conhecer as reais necessidades e realizar ações que atendam a elas.  Ao trabalharmos com pessoas, não podemos aceitar níveis medianos. Para fazer a diferença, devemos buscar a excelência em tudo o que fazemos. Uma boa gestão de pessoas começa por pessoas que gostam de pessoas e gostam do que fazem.

Lidiane Bertê

É graduada em Filosofia e Psicologia (UFSM) e Especialista em Gestão de Pessoas (UNISC). Atua como Executive Coach credenciada pela Sociedade Brasileira de Coaching e é Diretora da Intelectus, consultoria em gestão estratégica de pessoas de Santa Maria (RS).

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