Curiosidades

Os craques estrangeiros que brilharam no Brasileirão Assaí

Os mais de 60 jogadores de fora do país que atuam na primeira divisão devem olhar para as histórias de sucesso dos gringos do passado

Jogadores estrangeiros sempre estiveram nos planos da equipes brasileiras e não seria diferente neste Brasileirão Assai de 2021. Afinal, quem não gostaria de ver em seu time zagueiros como o paraguaio Gustavo Gómez. Ou com os argentinos Victor Cuesta ou Kannemann garantindo tudo ali na frente da área.

No ataque, hoje vemos brilhar nomes como o uruguaio Arrascaeta. Também temos o colombiano Cantillo e os argentinos Nacho Fernandez e Zaracho armando jogadas em direção ao gol adversário. E que tal seria ter atacantes aterrorizando defesas como o peruano Guerrero, o venezuelano Hurtado ou o chileno Vargas?

Estes são apenas alguns dos jogadores gringos das quase seis dezenas de jogadores com outro passaporte que jogam no Brasil atualmente. Em todas as equipes da atual edição do Brasileirão há jogadores de fora do país. Alguns são atletas consagrados, outros ilustres desconhecidos e que vieram como aposta de sucesso em alguns times – olhem só o caso do argentino Rigoni, do São Paulo,.

A partir dos anos 1970, a historia de jogadores de países vizinhos acabou se confundindo com times e suas torcidas e muitas vezes se tornaram símbolos de garra e comprometimento na defesa de suas camisas. Por isso muitos acabam sendo adotados como a cara de seu time.

Além do sucesso que vários gringos – na maioria sul-americanos – fazem dentro de campo no Brasileirão desfilando habilidade e dando segurança a seus times, um dos casos mais curiosos de um estrangeiro que jogou no Brasil é o japonês Kazuyoshi Miura, um verdadeiro fenômeno esportivo. 

Aos 54 anos (isso mesmo, 54!), “Kazu” ainda atua como meia atacante na primeira divisão do Japão, defendendo o Yokohama FC – é sua 36ª temporada como profissional, além de ser o jogador mais velho a jogar futebol, recorde reconhecido pela FIFA.

O japonês foi revelado no Brasil e estreou profissionalmente pelo Santos em 1986. A ideia era se aperfeiçoar como jogador na terra dos maiores craques do planeta – e pela sua longevidade em campo o plano deu certo. Ainda defendeu o Palmeiras, Matsubara, CRB, XV de Jaú e Coritiba. E atenção: ele pretende pendurar as chuteiras somente quando se tornar um sexagenário!

A seguir, alguns dos gringos que marcaram seus nomes em times brasileiros e fizeram historia, em alguns casos se tornaram símbolos da equipe que defenderam:

  1. Francisco Javier ARCE (2/4/1971)

O paraguaio defendeu o Grêmio (1995-97) e Palmeiras (1998-2002). O Lateral-direito foi campeão brasileiro em 1996, treinado por Luiz Felipe Scolari, que o levou para o Palmeiras. “Chique” Arce defendeu seu país em duas Copas do Mundo, em 1998 e 2002.

  1. Carlos TÉVEZ (5/2/1984)

O argentino desembarcou no Brasil em 2005 e se tornou um símbolo de raça no Corinthians por duas temporadas. Foi campeão brasileiro em 2006, numa equipe que ainda tinha Carlos Alberto, Ricardinho, Roger, Marcelinho Carioca, Nilmar e Mascherano. Carlitos esteve com a seleção da Argentina nas Copas de 2006, 2010 e foi medalha de ouro na olimpíada de 2004.

  1. Andrés D’ALESSANDRO (15/4/1981)

O atacante argentino estreou no Internacional em 2008, onde ficou até 2020 (com passagem rápida pelo River Plate, seu clube de formação, por empréstimo em 2016). D’Ale foi um dos maiores ídolos recentes do Colorado e venceu uma medalha de ouro por sua seleção nos Jogos Olímpicos de 2004.

  1. Darío CONCA (11/4/1983)

O meia argentino, canhoto, habilidoso e muito rápido, passou pelo Vasco em 2007, em seguida foi para o Fluminense (2008 a 2011), para onde retornou em 2014 e 2015, e ainda defendeu o Flamengo em 2017.  Foi campeão brasileiro em 2010 pelo Tricolor carioca e eleito o melhor jogador daquele ano no torneio.

  1. DARÍO PEREYRA (19/10/1956)

O zagueiro uruguaio jogou no São Paulo de 1977 a 1987, transferindo-se em seguida para o Flamengo, e em 1989 para o Palmeiras. Vigoroso fisicamente, sério, fez uma dupla de respeito com Oscar na zaga no São Paulo, apesar de ter jogado também como meia e volante. Foi campeão brasileiro em 1977 e 1986 e, neste ano, esteve também na Copa do Mundo do México.

  1. Dejan PETKOVIC (10/9/1972)

Meia habilidoso, com chutes e passes precisos, o sérvio desembarcou no Brasil em 1997 para defender o Vitória da Bahia, onde ficou até 1999. Em 2000, foi para o Flamengo e passou ainda pelo Vasco (2002-2003), fez uma temporada na China e voltou ao Vasco em 2004.  Jogou ainda no Fluminense (2005-2006), Goiás e Santos em 2007, Atlético-MG (2008), e Flamengo novamente (2009-2011). É o estrangeiro que mais jogou em  Campeonato Brasileiro, onde atuou 271 vezes. Campeão brasileiro em 2009.

  1. Diego LUGANO (2/11/1980)

Zagueiro uruguaio jogou no São Paulo de 2003 a 2006  e depois de 2016 a 2017.  Era sinônimo de raça, jamais desistia de uma jogada, dando muita segurança ao sistema defensivo. Foi campeão brasileiro em 2005 e também eleito melhor zagueiro do torneio. Esteve nas Copas de 2010 e 2014.

  1. Elias FIGUEROA (25/10/1946)

Defendeu o Inter de 1971 a 1976. Zagueiro de estilo elegante, o chileno era especialista em impedir jogadas dos atacantes e imediatamente acelerar contra-ataques de seu time. Foi considerado duas vezes o melhor zagueiro sul-americano atuando pelo Inter. Foi campeão brasileiro em 1975 e 1976.

  1. Carlos GAMARRA (17/2/1971)

Zagueiro paraguaio que jogava com classe, de futebol limpo, combativo, com poucas faltas. Defendeu o Inter (1995-1997), Corinthians (1998-1999), Flamengo (2000-2002), e Palmeiras (2005-2006). Campeão brasileiro em 1998, foi eleito o melhor defensor da Copa do Mundo de 1998, e ainda disputou a Copa de 2006.

  1. Hugo DE LEON (27/2/1958)

Zagueirão raiz, o uruguaio não era de brincadeira, cheio de raça, de vontade, não dava trégua aos atacantes adversários. Defendeu Grêmio (1981-1984), Corinthians (1984-1985), Santos (1986-1987) e Botafogo (1991). Campeão brasileiro em 1981 e vice em 1982. Esteve na seleção uruguaia na Copa do Mundo de 1990.

  1. Jorge VALDIVIA (19/10/1983)

O meia atacante chileno defendeu o Palmeiras em duas oportunidades: de 2006 a 2008 e de 2010 a 2015. Muito talentoso, certeiro em passes, assistências e chutes a gol, carrega o apelido de “El Mago”. Foi eleito melhor meia do Brasileirão Assaí de 2007 e integrou a seleção daquela edição. Esteve também na seleção do Chile nas Copas de 2010 e 2014.

  1. Freddy RINCÓN (14/8/1966)

O habilidoso meia colombiano vestiu várias camisas de grandes clubes do Brasil: defendeu o Palmeiras (1994 e 1996-1997), Corinthians (1997-2000 e 2004), Santos (2000/2001) e Cruzeiro (2001). Com o uniforme de seu país foi às Copas de 1990, 1994 e 1998. Foi campeão brasileiro em 1998 e 1999 com a camisa do Timão.

  1. RODOLFO RODRÍGUEZ (20/1/1956)

O goleiro uruguaio jogou no Santos (1984-1988), na Portuguesa (1991-1992) e no Bahia (1992-1994). Era um monstro na defesa do gol, impondo respeito com seu 1,91 metro, bigodão e “cara de mau”. De reflexos rápidos se tornou jogador símbolo da torcida santista. No fim da carreira, levou cinco gols de Ronaldo Fenômeno, no Brasileirão de 1993, na partida Cruzeiro 6 x 0 Bahia.

  1. Julio Cesar ROMERITO (28/8/1960)

Meia paraguaio que defendeu o Fluminense de 1983 a 1988. Dono de fina técnica, grande espírito guerreiro, Romerito encantou os torcedores com passes e gols memoráveis. Foi campeão brasileiro pelo Flu em 1984 e eleito o melhor jogador sul-americano em 1985. Esteve na Copa do Mundo de 1986.

  1. Clarence SEEDORF (1/4/1976)

Depois de defender Ajax, Sampdoria, Real Madrid, Internazionale e Milan, o meia nascido no Suriname e naturalizado holandês vestiu a camisa do Botafogo em 2012 e 2013 – Seedorf, aliás, fala português fluente e é casado com uma brasileira. Esteve na Copa de 1998 e tem cinco títulos da Liga dos Campeões da Europa.

  1. Juan Pablo SORÍN (5/5/1976)

Dono de uma vasta cabeleira, o argentino teve três passagens pelo Cruzeiro, entre 2000 e 2002, em 2004, e entre 2008 e 2009. Apesar de jogar como lateral, ia com frequência ao ataque e marcava muitos gols. Esteve na Copa do Mundo de 2006 como capitão da seleção de seu país.