Empreendedorismo feminino cresce no Brasil

Mais de 30% do total de empreendedores brasileiros são mulheres. Isso significa mais de 7 milhões de empresárias no mercado. Os dados são de um estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) divulgado em 2015.

Entre 2003 e 2013, a quantidade de mulheres empreendedoras subiu 16% no Brasil. A busca por qualificação técnica por elas segue o mesmo caminho. Enquanto em 2005 elas eram responsáveis por 20% das matrículas em cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em 2015 eram 33%. As mulheres já são maioria em cursos dos setores têxtil e de vestuários, alimentos, bebidas, couros e calçados, áreas que antes eram dominadas pelos homens.

Confira abaixo parte da história de algumas mulheres empreendedoras que conseguiram incrementar seus negócios com a ajuda do Senai e do Serviço Social da Indústria (Sesi). As informações são da Agência CNI de Notícias:

Moda: interessada por moda desde criança, a carioca Larissa Hajj decidiu abrir seu próprio negócio – a Larah Rio, uma loja de roupas femininas –, depois de fazer diversos cursos na área. Primeiro ela fez aulas de noções básicas de moda, depois cursou uma graduação em Design de Moda e também fez um curso superior em Artes, com Habilitação em Indumentária. Logo em seguida, Larissa fez ainda uma pós-graduação em Gestão Empresarial. A loja multimarcas também tem peças exclusivas feitas por Larissa, com uma nova minicoleção a cada semana. Quando pensa em sua trajetória, a empreendedora afirma que o investimento em qualificação foi fundamental para descobrir o que realmente queria para sua carreira.

Oportunidade: Nayana Pedreira, diretora administrativa da Aromarketing, em Lauro de Freitas (BA), conta que a empresa possuía apenas quatro funcionários em 2002. Hoje, são 75. A empresa de Nayana trabalha com produtos personalizados para perfumar ambientes e já desenvolveu projetos de produtos para marcas como Riachuelo e Tok&Stok, por exemplo. Há também uma marca própria para venda no varejo – a Aquaroma, que também oferece produtos para perfumar ambientes.

Sobre ser empreendedora, Nayana diz que são necessárias duas coisas: vontade e paixão. Ela também diz que é preciso botar a mão na massa, trabalhar mesmo, já que o resultado vem mediante muito trabalho.

De acordo com o Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas 2014, um fator de destaque que diferencia os gêneros é o da escolaridade. Os dados apontam que as mulheres elevaram a escolaridade do empreendedorismo brasileiro. No total, 18% das empreendedoras têm o ensino superior incompleto ou completo, enquanto que os homens aparecem com 12%.

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